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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ser, sem ser nada


Eu não sou nada, sou ninguém.
Sou barco sem rumo, sem vela, no tempo
no espaço do além.
Sou filha do vento, sou ventania,
que parte do nada, não chego, nem saio
sou uma porcaria.

Sou um vaso quebrado, sou caco.
Sou toda fracasso, sou nojo, sou asco.
Um buraco vazio, permeio.
Sou tudo de mau, nem me aguento
que chata, vazia, babaca, nem penso,
sou um tormento.

Sou poeira, sou pó.
Fragmento de vida, sem aura, perdida,
confusa e aflita, estou só.
Sou molambo, sou trapo, nada sou,
nada faço e no mundo que passo,
perdida estou.

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