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sexta-feira, 22 de agosto de 2008






Desencanto


O tempo passa e infelizmente, de mim te esqueces,

quando em mim, nosso tempo, imutável, permanece.

Vejo na tua lembrança, que fico cada vez mais distante;

o que era bom esfumou-se, minha tristeza é constante...

por tudo que passou e eu, novamente sem ti, tão sozinha

tenho que seguir, carregando essa dor, que é apenas minha.


As vezes me pergunto; onde foi que errei,

será que foi por tanto amor que te dei?

Tanto carinho, tantos sonhos, tanta dedicação?

Mais uma vez, abre-se uma enorme ferida em meu coração.

E essas lágrimas que meus olhos marejam

levam meus sonhos, mancham os escritos, quando gotejam.


Ficam em mim, mais que boas lembranças,

tua presença será constante e de esperanças

vou tentar viver, caminhar, prosseguir...

Quem sabe me encontrar, se não me destruir?

Amar, nunca mais! Pois o amar dói demais

e esse amor tão teu, ninguém terá, jamais!


Sabes amor? Vou te confessar; apesar da dor...

eu só sou feliz contigo e nessa hora, o mundo tem cor...

Os demais momentos, ficam sempre divididos,

entre a tua lembrança e os dias tristes, mal vividos.

O destino foi cruel comigo, apesar de tudo que fiz.

Pois tudo que sempre quis, foi te ter e ser feliz!


Sempre pensei que não fosse, uma pessoa tão ruim

e tudo me leva a crer que sou, ou esse, não é mundo pra mim.

Hoje tenho a certeza, do quão insuportável devo ser

e quanto deve ser difícil me aturar, comigo viver...

Não sei amar, sem me doar e desconheço outra maneira.

Talvez tanta paixão, tanta cumplicidade, ninguém queira.


Ontem aos pés do Senhor, clamei em oração;

tudo que por ventura, tenha te feito, me desse perdão!

Com certeza, não vim ao mundo pra ofender, magoar...

nunca desejei mais do que tenho e tudo que quero é te amar.

Se isso é pecado, crime? Parece que sim, mas ainda não sei.

Hoje sofro com tua indiferença, depois do tanto que te dei.


Perdão meu amor lindo, perdão minha vida!

Sem saber o que fiz, a dor reabriu aquela velha ferida.

Os dias passam e em respeito a essa dor,

não negues teu perdão, nem te negues viver um amor.

Quero que sejas feliz, que cuide desse coração

porque contudo, continuo te amando de paixão.


Adeus sonhos dourados, que minha vida floriu;

agora em tristes devaneios, vejo que tudo se partiu.

Vão-se os amores, os carinhos, a mulher acabou,

meu mundo se destruiu. Será que em você, nada ficou?

Com a alma dilacerada, solitária perambulo pelo quarto,

apenas aguardo o tempo, pois sei, que aos poucos, parto.

terça-feira, 22 de julho de 2008


Indiferença

Tenho emudecido meu canto
tentado secar o meu pranto
aprendendo a sozinha, caminhar...
Vejo meu sorriso acanhado,
meu violão cada vez mais calado,
meus sonhos indo pra o ar.

O meu peito cada vez mais vazio,
meu quarto maior, mais sombrio
Tenho perdido a emoção...
Já não sinto mais alegria,
nessa minha vida vazia,
apenas, sinto a dor do coração.

Saudade do que pensei um dia
Ser tão meu, minha alegria.
Hoje resta em você, a indiferença,
e meus dias apenas são;
Choro a triste solidão,
Do tanto que é pra mim, sua presença.

segunda-feira, 14 de julho de 2008





Conflito
Amor, apenas pra dizer muitas coisas e não dizer nada. Sei, será mais um sem ser lido e esperar uma resposta que nunca virá. Cabeça confusa, coração aflito, desejos frustrados, amor infinito. Sono que passa, noite que não tem fim, dia que não quer chegar, sol que parece não mais brilhar.

Terra seca, flor que aos poucos morre. Vento que vem, mas que não traz ninguém. Manhã que chega, luzes que se apagam, nada mais tem cores. Coração que se fecha, lágrimas que amargam dores.

Desejo contido, seu olhar, seu cheiro que despertam sabores. Corpo aflito, suor gelado. Quero você; vem me fazer sua novamente, quero seu membro rijo, adentrando em minha carne. E louca, quero o sabor do seu gozo escorrendo pela minha boca .

Preciso acabar com isso; não quero ter desejos, não quero esta aflição. Não quero mais uma noite perdida. Não quero mais ter coração. Palavras soltas, sentimentos que vagam, um imenso conflito: o querer e não querer, o ter e não ter. Delírios desse amor infinito.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008


Vem

Pegue-me!
Com essas mãos quentes;
mãos, que me faz delirar.
Deixe-me molhadinha,
toda assanhadinha...
me faz tão tua,
me chame de safadinha!
Quero-te só meu!...
E assim, toda nua,
me sentir no céu.
desnude-me o véu...
nessa hora,
em nosso transe,
nesse frenesi,
no calor do teu beijo
agarre-me com desejo.
Amor, vem agora...
Te quero demais!
Vem, me satisfaz...
sem preconceitos,
sem pudor,
quero todo teu sabor...