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sábado, 9 de junho de 2007

A face do amor

Parece que foi ontem.
Começamos num encanto,numa euforia, numa sedução.
Lembranças, musicas, cheiros traziam emoção.

Passou o tempo e isso, não te acompanhou.
Hoje eu te sinto te esvaindo,
de mim, cada vez mais sumindo.
O inverso do que me acontece,
quanto mais eu te vejo,
mais te amo, mais te desejo.

Tu que já senti tão meu, hoje tomas aos poucos, o que é teu.
Já não há mais fusão no desejo,
nem na entrega do beijo.

Já não lembras de mim como outrora,
Já não há mais tempo pra me ver.
Meus dias são apenas lembranças.
E quando presente, te faz inocente...
Mas o olhar denuncia, que a alma está vazia.

Antes de tudo voltar a acontecer,
sem que tu soubesses
em mim, tu ainda vivias.

E como a tua forma, não mais a tinha,
ela confundia-se com a minha.
Pois no meu eu, tu eras ainda meu.
Por isso, te falo algumas coisas;
mas nunca lembras, nem queres lembrar.
Coisas que te confesso, já me escutas disperso.

Tu que pra mim, és um Deus,
quando toca o corpo meu, nunca me deste,
o que a ti sempre doei...

...a certeza que a outro jamais doaria,
esse amor que sinto, que é tão teu,
que te entrego com tanta intimidade.
Quando no nosso reencontro,
nos teus olhos, vi grande espanto,
do meu desejo, sem vaidade.

No teu corpo me difuso,
quando em nossos momentos em ti, me confundo.
É unicamente nessa hora, que em tua alma me introduzo.

E não é apenas corpo!
Mas o teu, não é apenas, meu,
enquanto o meu, é tão somente teu.
Quando estás distante,
fico totalmente ausente,
vives teu mundo distinto,
onde tu, a mim não sente.

Quero então me abraçar, dizer que me amo!
Mas é no teu corpo, que vivo a minha verdade.
É o teu corpo que em mim pulsa, quando te chamo.
De qualquer jeito, que tu venhas;
embora às vezes atormentada,
em teus braços esqueço a dor;
e loucamente te possuo,
os meus desejos em ti confluo,
pois é esta, a face do meu amor.

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