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sábado, 2 de junho de 2007


Desilusão


É um processo doloroso, que pensamos muitas vezes não suportar, quando as nossas defesas começam a criar mecanismos, que nos sustentem para enfrentá-la. Inconscientemente ao fato, as mães causam, já nos bebês, as primeiras desilusões quando são obrigadas a trocarem o bico do seio por mamadeiras, a atenção delas, por babás, a presença por travesseirinhos e assim por diante. Já nessa fase, eles se sentem, (embora não saibam na verdade do que se trata), desiludidos. Por isso, objetos e rituais, acabam se tornando inevitáveis e são levados até a fase adulta. Pois, lhes dão segurança. Nesses objetos, que chamamos de transicionais, estão inclusos parte de nossas fantasias, o que de certa forma, nos dão sustentação para suportar a realidade da perda do que amamos.

Na fase adulta, esse processo, geralmente acontece quando nos apaixonamos por alguém e criamos expectativas, ilusões e esperanças. Como as experiências e maturidade, já nos permitem uma visão real do quadro, acaba se tornando mais complicado e mais difícil a resolução do problema. Ainda assim, há uma regressão a fase infantil, por nos sentirmos enganados e consequentemente desiludidos e procuramos alguém, que possa nos acolher e nos consolar, acalmando nossas mágoas.

Muitas pessoas, não conseguem por longos períodos, sair da depressão. Isso porque essas, não tiveram em bebê, uma solidez necessária, que lhes tornassem mais confiantes. Outras são tão inseguras, que têm medo de arriscar, tomar decisões e ter coragem para buscar novas ilusões.

A confiança em si mesma, serve de base forte, para que possamos ousar e ir além da mesmice, em que a vida acaba se tornando. Entretanto, cada desilusão sofrida é uma aprendizagem pela dor, que acaba nos fortalecendo.

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