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sábado, 26 de maio de 2007




Despedidas e reencontros

Pra que se despedir, se a tristeza dessa hora é como um manto que cobre a face da esperança? Por que dizer adeus, se o amanhã virá e com ele a renovação de idéias e conceitos? Nenhuma despedida pode ser tão dolorosa, quanto a de se saber pra sempre. Nenhum adeus é tão amargo, como o que nos tranca a porta definitivamente.
É sabido que amar não tem apenas um sentido e sim uma via de duplo sentido. Bem como, é preciso se entender as diversas formas de amar. Por outro lado, não se pode querer que o outro, corresponda as nossas expectativas, porque cada indivíduo tem as suas próprias. Mas que juntos possam harmonizá-las.
O amor não necessita que o outro tenha o mesmo sentimento. Ele por si só, se basta. Mas ele sente falta do carinho, do afago, do toque, do cheiro. Pode-se viver um amor por anos, à distância. Mas alimentado pela esperança, pelos sonhos. E quando se fecha a porta, ou simplesmente, se diz adeus, como vamos poder reencontrá-lo?
Nada é pra sempre, a não ser a morte. E é nas dificuldades dos nossos caminhos e no desejo da realização dos nossos sonhos, que encontramos coragem para seguir adiante. Não que vivamos desses sonhos, mas eles nos ajudam a conviver com os desencantos da vida e deixam a esperança, de um dia realiza-los. Portanto, uma despedida pode ser um caminho sem volta, ou uma curta distancia, a ser percorrida. Cabe-nos decidir, por qual percorrer.

domingo, 20 de maio de 2007



O amor e a mentira


O pior erro que se pode cometer num relacionamento é a mentira. Ela pode enganar por um tempo, mas o próprio tempo se encarrega de fazer com que ela venha a tona.


Cego é aquele que não enxerga o quanto se magoa, quando ela é proferida. Quando não percebemos a capacidade do outro de entender.


No amor não cabem mentiras, porque quem ama verdadeiramente perdoa, esquece, não olha os defeitos, (apesar de saber que todos têm), ajuda, ampara, comunga, se entrega, entrelaça, se doa...


Quanto maior a mentira, maior é o espaço entre as pessoas envolvidas. A verdade pode até ser dura, difícil, complicada, mas ela serve de sustentáculo, para se manter a confiança e consequentemente a sadia convivência.


Melhor uma verdade escancarada, mesmo que doa, que uma leve mentira eternizada. A mentira, com o tempo acaba virando uma bola de neve; sempre precisará de uma maior para sustentá-la. Ela nos torna reféns e daí surge o medo de que venha a ser descoberta.

quarta-feira, 9 de maio de 2007







Tenho pena desse mundo materialista, onde as pessoas por mais que acumulem fortunas, jamais são felizes! Sempre estão em busca de algo, que lhes traga mais vantagem, maiores ganhos. E esquecem de viver as simples e verdadeiras emoções. Quantos possuem fortunas acumuladas e um enorme vazio na alma? Quantos passam pela vida e nem têm tempo de vivê-la? Quantos fazem questão de terem não o mais belo jardim, com flores simples, que perfumam o ar, mas aquele bem arquitetado, que todos possam admirar, pela riqueza da obra, sem ao menos desfrutarem do perfume de suas flores? Quantos vivem cercados de pessoas bem posicionadas, mas amargam uma enorme solidão em seus quartos?
Temos escolhas na vida e elas, muitas vezes, nos levam por caminhos nebulosos. Infelizmente, não nos contentamos com nossos jardins, simples, cultivados carinhosamente por nossas mãos, cujo perfume e beleza, encantam os olhos e preenchem a alma. Queremos mais! Aquele, com plantas ornamentais importadas, flores extravagantes, cuja grandeza ressalta aos olhos, mas não nos diz nada. Verdadeiramente, não é nosso. Não sabemos como lidar com ele. Não faz parte do nosso meio, ou, nos sentimos no meio errado.
O homem não precisa TER bens, para SER feliz. Esse é o grande desacerto da humanidade. Essa idéia errada, transforma homens em máquinas, pessoas de almas, em corpos vazios, sem emoções. Felizes são aqueles que conseguem construir seu mundo dentro da verdade, conservando seus princípios, seus valores, sem nunca perderem a essência. Porque não precisam colocar máscaras.
O homem é dono do próprio destino, porém nem sempre faz a escolha apropriada.

quarta-feira, 2 de maio de 2007



















Estou apenas testando



Tudo não passou de um sonho. Mas ela começava a confundir com realidade. Havia tanto sentimento, tanto romance... assim fazia questão de continuar. Já acordada as imagens vinham à mente e viajava cada vez mais nelas.
Era um bosque recoberto de lindas flores. A carruagem a conduzia por um imenso caminho ornado pela natureza. Final da tarde. A paisagem e o céu pareciam felizes. O sol quase escondido no horizonte, deixava se notar o primeiro, ainda leve clarão da lua. No coração as batidas apressadas denunciavam a euforia e a emoção de tanta felicidade!
Ao longo do percurso, as lágrimas caiam copiosamente. Custava acreditar em tudo aquilo... Na chegada, à porta da capela campestre, a sua espera estavam crianças que a conduziriam até o amado, com pétalas de rosas, que formariam um tapete em sua passagem. A musica vinda do interior, tocava-a, fazendo com que ela chorasse ainda mais. Junto ao altar, lá estava ele; lindo, como sempre! Vestido de branco, trazendo nas mãos lírios coloridos. Durante o trajeto, passava um filme dos últimos acontecimentos e a história que os envolvia.
Ele por sua vez, visivelmente emocionado, aproximou-se, tomou-a nos braços... um olhar os envolveu, num momento único. Ela olhou no fundo de seus olhos e murmurou com a voz recortada pelos soluços: eu te amo! A doçura, ternura e paixão penetraram nas almas e os lábios se procuraram.
Em seu vestido azul céu, rebordado com estrelas que cintilavam, iluminavam ainda mais aquele rosto, aquele momento, numa combinação perfeita com o brilho de seus olhos, seu sorriso e a felicidade que estampava em seu rosto...
Não queria levantar. Quietinha permaneceu, numa tentativa de prolongar aquela felicidade. Esfregou os olhos, olhou o relógio e percebeu que era hora de encarar a realidade.