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terça-feira, 19 de junho de 2007



Dei um tempo

Dei um tempo,
a espera de um momento,
que talvez jamais aconteça.
Triste de mim,
que vejo matar um sonho,
que pensei não ter fim.

talvez, você ainda sinta falta;
dos cartões que não abriu,
dos e-mails que nem viu,
do tempo que dediquei,
dos carinhos que lhe dei.

Dos beijos que roubei,
dos sonhos que despertei,
das loucuras que realizei.
dos posts que nem leu,
desse amor que é tão seu.

Vou, sendo levada pela vida.
O que antes tinha cor,
perdeu o encanto.
Esperei uma primavera
que nunca chegou...

Agora recolho meus sonhos,
meus desencantos.
Preciso ir ao meu encontro,
juntar meus pedacinhos,
chegar ao meu próprio ninho,
antes de encontrar a morte.

Talvez um dia, por aqui eu volte.
E tão tarde, vá entender como sou,
desejar os presentes que recusou
e até descobrir que me amou.

Nunca desejei tanto, essa morte!
Não consigo mais ser forte.
Nessas lagrimas que escorrem,
já nem vejo esperança.

Saudade do tempo de criança,
daquela vida feliz!
Pois hoje o mundo me diz,
que sentimento é coisa ruim.
Amar é loucura; viver é só amargura...

não quero essa ternura,
essa triste doçura,
não quero mais ser assim.
Já não quero esse sonho pra mim.

sexta-feira, 15 de junho de 2007




Existem dias que adoraríamos ser uns bruxinhos e tentar mudar o que somos e o mundo que nos cerca. Dias tristes em que começamos a ter raiva de sermos bobos, ou de permitirmos que algumas coisas nos machuquem. Dias em que nos sentimos um nada.
Mas faz parte! Amanhã, quem sabe o sol volta a brilhar e percebemos que nem tudo é ruim.
Ou, quem sabe, nosso dia de bruxos, chega e conseguimos mudar nossa história?
Por enquanto, mantenho minha fé e quero crer, que através dela vou conquistar meu lugar no espaço.

quarta-feira, 13 de junho de 2007






Doce Sonho


Vem amor lindo! Segura em minha mão, não tenha medo. Deixe que lhe conduza pela vida. Ouça a melodia que toca o coração. Vamos em direção as estrelas. Em nossa viagem, podemos tudo que o amor nos permite. Temos o céu maravilhoso por limite.

Quero lhe fazer feliz, quero oferecer-lhe o mundo que você sempre quis. Podemos construí-lo, podemos chegar ao sol. Caminhar pelo céu infinito, iluminado pelo brilho de seus olhos, entre nuvens, no arrebol.

Fechar os olhos sentir meu toque, perceber o palpitar da nossa emoção. Seguir o vento, pés descalços, apenas flores, colorindo nossas vidas. Pouco precisamos que na terra construímos. Nessa troca de amor esquecer todas as feridas.

Deitar na grama e molhar nossos corpos com o orvalho da manhã. Dormir depois da comunhão, acordar no paraíso, embalados pela brisa e pelo luar encantado. É meu mais doce sonho e nele, tudo é ilimitado.

O seu cheiro trará, novamente, o encanto que preciso para despertar meu desejo, onde me perco e me encontro em seus carinhos.Vem amor, deixe lhe fazer sentir, o ser mais amado. Quero conduzi-lo por lindos e doces caminhos.


sábado, 9 de junho de 2007

A face do amor

Parece que foi ontem.
Começamos num encanto,numa euforia, numa sedução.
Lembranças, musicas, cheiros traziam emoção.

Passou o tempo e isso, não te acompanhou.
Hoje eu te sinto te esvaindo,
de mim, cada vez mais sumindo.
O inverso do que me acontece,
quanto mais eu te vejo,
mais te amo, mais te desejo.

Tu que já senti tão meu, hoje tomas aos poucos, o que é teu.
Já não há mais fusão no desejo,
nem na entrega do beijo.

Já não lembras de mim como outrora,
Já não há mais tempo pra me ver.
Meus dias são apenas lembranças.
E quando presente, te faz inocente...
Mas o olhar denuncia, que a alma está vazia.

Antes de tudo voltar a acontecer,
sem que tu soubesses
em mim, tu ainda vivias.

E como a tua forma, não mais a tinha,
ela confundia-se com a minha.
Pois no meu eu, tu eras ainda meu.
Por isso, te falo algumas coisas;
mas nunca lembras, nem queres lembrar.
Coisas que te confesso, já me escutas disperso.

Tu que pra mim, és um Deus,
quando toca o corpo meu, nunca me deste,
o que a ti sempre doei...

...a certeza que a outro jamais doaria,
esse amor que sinto, que é tão teu,
que te entrego com tanta intimidade.
Quando no nosso reencontro,
nos teus olhos, vi grande espanto,
do meu desejo, sem vaidade.

No teu corpo me difuso,
quando em nossos momentos em ti, me confundo.
É unicamente nessa hora, que em tua alma me introduzo.

E não é apenas corpo!
Mas o teu, não é apenas, meu,
enquanto o meu, é tão somente teu.
Quando estás distante,
fico totalmente ausente,
vives teu mundo distinto,
onde tu, a mim não sente.

Quero então me abraçar, dizer que me amo!
Mas é no teu corpo, que vivo a minha verdade.
É o teu corpo que em mim pulsa, quando te chamo.
De qualquer jeito, que tu venhas;
embora às vezes atormentada,
em teus braços esqueço a dor;
e loucamente te possuo,
os meus desejos em ti confluo,
pois é esta, a face do meu amor.

terça-feira, 5 de junho de 2007


Apelo

No céu carregado de nuvens, nenhuma luz, nenhum brilho. Talvez esteja assim em respeito a minha dor. E essa chuva que cai, simplesmente seja, para acompanhar as lágrimas que marejam meus olhos e lavam meu rosto. O vento que me traz o frio, uma tentativa de desviar o pensamento, de que não sou nada. Observo um grande buraco negro, que me arrasta pra dentro. Queria apenas carinho, afago, a companhia, me sentir amada.

Busco em mim forças, mas não as tenho. Apelo pra esperança e percebo que a muito se foi, grito por mim e não respondo... talvez o véu da morte, já tenha me tomado e no meu vazio, nem tenha notado. Mas quem me notaria? Nem a piedade quer saber. Sou um ponto sem formas, sem rosto, sem emoção. Sou tudo que desagrada, um mal que devasta, a quem por ventura, segura minha mão.

Apelo ao santo, ao Senhor, apelo a minha mãe, mas ela se foi e os outros, estão ao lado dos que se encontram em pior situação. Rezo, Pai Nosso, Ave Maria! Não tem jeito, nem apelação. Sou o caos do mundo. Sou a peste que assola, sou tempestade, sou tragédia, sou fatal. Estou perdida num mundo que não conheço, num lugar que só me entristeço. Ninguém me quer! Agüentam-me por dó. Que vida doída, quanta noite perdida, quanto desencanto, quanto me sinto só!..

domingo, 3 de junho de 2007





Obrigada meu amigo; pelo carinho, pela atenção, pelo vídeo. Adorei conhecer as musicas de Vander Lee!
Esperando aviões

Meus olhos te viram triste


Olhando pro infinito


Tentando ouvir o som do próprio grito


E o louco que ainda me resta


Só quis te levar pra festa


Você me amou de um jeito tão aflito


Que eu queria poder te dizer sem palavras


Eu queria poder te cantar sem canções


Eu queria viver morrendo em sua teia


Seu sangue correndo em minha veia


Seu cheiro morando em meus pulmões


Cada dia que passo sem sua presença


Sou um presidiário cumprindo sentença


Sou um velho diário perdido na areia


Esperando que você me leia


Sou pista vazia esperando aviões


Sou o lamento no canto da sereia


Esperando o naufrágio das embarcações



Linda demais!

sábado, 2 de junho de 2007


Desilusão


É um processo doloroso, que pensamos muitas vezes não suportar, quando as nossas defesas começam a criar mecanismos, que nos sustentem para enfrentá-la. Inconscientemente ao fato, as mães causam, já nos bebês, as primeiras desilusões quando são obrigadas a trocarem o bico do seio por mamadeiras, a atenção delas, por babás, a presença por travesseirinhos e assim por diante. Já nessa fase, eles se sentem, (embora não saibam na verdade do que se trata), desiludidos. Por isso, objetos e rituais, acabam se tornando inevitáveis e são levados até a fase adulta. Pois, lhes dão segurança. Nesses objetos, que chamamos de transicionais, estão inclusos parte de nossas fantasias, o que de certa forma, nos dão sustentação para suportar a realidade da perda do que amamos.

Na fase adulta, esse processo, geralmente acontece quando nos apaixonamos por alguém e criamos expectativas, ilusões e esperanças. Como as experiências e maturidade, já nos permitem uma visão real do quadro, acaba se tornando mais complicado e mais difícil a resolução do problema. Ainda assim, há uma regressão a fase infantil, por nos sentirmos enganados e consequentemente desiludidos e procuramos alguém, que possa nos acolher e nos consolar, acalmando nossas mágoas.

Muitas pessoas, não conseguem por longos períodos, sair da depressão. Isso porque essas, não tiveram em bebê, uma solidez necessária, que lhes tornassem mais confiantes. Outras são tão inseguras, que têm medo de arriscar, tomar decisões e ter coragem para buscar novas ilusões.

A confiança em si mesma, serve de base forte, para que possamos ousar e ir além da mesmice, em que a vida acaba se tornando. Entretanto, cada desilusão sofrida é uma aprendizagem pela dor, que acaba nos fortalecendo.

sábado, 26 de maio de 2007




Despedidas e reencontros

Pra que se despedir, se a tristeza dessa hora é como um manto que cobre a face da esperança? Por que dizer adeus, se o amanhã virá e com ele a renovação de idéias e conceitos? Nenhuma despedida pode ser tão dolorosa, quanto a de se saber pra sempre. Nenhum adeus é tão amargo, como o que nos tranca a porta definitivamente.
É sabido que amar não tem apenas um sentido e sim uma via de duplo sentido. Bem como, é preciso se entender as diversas formas de amar. Por outro lado, não se pode querer que o outro, corresponda as nossas expectativas, porque cada indivíduo tem as suas próprias. Mas que juntos possam harmonizá-las.
O amor não necessita que o outro tenha o mesmo sentimento. Ele por si só, se basta. Mas ele sente falta do carinho, do afago, do toque, do cheiro. Pode-se viver um amor por anos, à distância. Mas alimentado pela esperança, pelos sonhos. E quando se fecha a porta, ou simplesmente, se diz adeus, como vamos poder reencontrá-lo?
Nada é pra sempre, a não ser a morte. E é nas dificuldades dos nossos caminhos e no desejo da realização dos nossos sonhos, que encontramos coragem para seguir adiante. Não que vivamos desses sonhos, mas eles nos ajudam a conviver com os desencantos da vida e deixam a esperança, de um dia realiza-los. Portanto, uma despedida pode ser um caminho sem volta, ou uma curta distancia, a ser percorrida. Cabe-nos decidir, por qual percorrer.

domingo, 20 de maio de 2007



O amor e a mentira


O pior erro que se pode cometer num relacionamento é a mentira. Ela pode enganar por um tempo, mas o próprio tempo se encarrega de fazer com que ela venha a tona.


Cego é aquele que não enxerga o quanto se magoa, quando ela é proferida. Quando não percebemos a capacidade do outro de entender.


No amor não cabem mentiras, porque quem ama verdadeiramente perdoa, esquece, não olha os defeitos, (apesar de saber que todos têm), ajuda, ampara, comunga, se entrega, entrelaça, se doa...


Quanto maior a mentira, maior é o espaço entre as pessoas envolvidas. A verdade pode até ser dura, difícil, complicada, mas ela serve de sustentáculo, para se manter a confiança e consequentemente a sadia convivência.


Melhor uma verdade escancarada, mesmo que doa, que uma leve mentira eternizada. A mentira, com o tempo acaba virando uma bola de neve; sempre precisará de uma maior para sustentá-la. Ela nos torna reféns e daí surge o medo de que venha a ser descoberta.

quarta-feira, 9 de maio de 2007







Tenho pena desse mundo materialista, onde as pessoas por mais que acumulem fortunas, jamais são felizes! Sempre estão em busca de algo, que lhes traga mais vantagem, maiores ganhos. E esquecem de viver as simples e verdadeiras emoções. Quantos possuem fortunas acumuladas e um enorme vazio na alma? Quantos passam pela vida e nem têm tempo de vivê-la? Quantos fazem questão de terem não o mais belo jardim, com flores simples, que perfumam o ar, mas aquele bem arquitetado, que todos possam admirar, pela riqueza da obra, sem ao menos desfrutarem do perfume de suas flores? Quantos vivem cercados de pessoas bem posicionadas, mas amargam uma enorme solidão em seus quartos?
Temos escolhas na vida e elas, muitas vezes, nos levam por caminhos nebulosos. Infelizmente, não nos contentamos com nossos jardins, simples, cultivados carinhosamente por nossas mãos, cujo perfume e beleza, encantam os olhos e preenchem a alma. Queremos mais! Aquele, com plantas ornamentais importadas, flores extravagantes, cuja grandeza ressalta aos olhos, mas não nos diz nada. Verdadeiramente, não é nosso. Não sabemos como lidar com ele. Não faz parte do nosso meio, ou, nos sentimos no meio errado.
O homem não precisa TER bens, para SER feliz. Esse é o grande desacerto da humanidade. Essa idéia errada, transforma homens em máquinas, pessoas de almas, em corpos vazios, sem emoções. Felizes são aqueles que conseguem construir seu mundo dentro da verdade, conservando seus princípios, seus valores, sem nunca perderem a essência. Porque não precisam colocar máscaras.
O homem é dono do próprio destino, porém nem sempre faz a escolha apropriada.

quarta-feira, 2 de maio de 2007



















Estou apenas testando



Tudo não passou de um sonho. Mas ela começava a confundir com realidade. Havia tanto sentimento, tanto romance... assim fazia questão de continuar. Já acordada as imagens vinham à mente e viajava cada vez mais nelas.
Era um bosque recoberto de lindas flores. A carruagem a conduzia por um imenso caminho ornado pela natureza. Final da tarde. A paisagem e o céu pareciam felizes. O sol quase escondido no horizonte, deixava se notar o primeiro, ainda leve clarão da lua. No coração as batidas apressadas denunciavam a euforia e a emoção de tanta felicidade!
Ao longo do percurso, as lágrimas caiam copiosamente. Custava acreditar em tudo aquilo... Na chegada, à porta da capela campestre, a sua espera estavam crianças que a conduziriam até o amado, com pétalas de rosas, que formariam um tapete em sua passagem. A musica vinda do interior, tocava-a, fazendo com que ela chorasse ainda mais. Junto ao altar, lá estava ele; lindo, como sempre! Vestido de branco, trazendo nas mãos lírios coloridos. Durante o trajeto, passava um filme dos últimos acontecimentos e a história que os envolvia.
Ele por sua vez, visivelmente emocionado, aproximou-se, tomou-a nos braços... um olhar os envolveu, num momento único. Ela olhou no fundo de seus olhos e murmurou com a voz recortada pelos soluços: eu te amo! A doçura, ternura e paixão penetraram nas almas e os lábios se procuraram.
Em seu vestido azul céu, rebordado com estrelas que cintilavam, iluminavam ainda mais aquele rosto, aquele momento, numa combinação perfeita com o brilho de seus olhos, seu sorriso e a felicidade que estampava em seu rosto...
Não queria levantar. Quietinha permaneceu, numa tentativa de prolongar aquela felicidade. Esfregou os olhos, olhou o relógio e percebeu que era hora de encarar a realidade.